sexta-feira, 12 de agosto de 2011

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Ao Luis Dourdil quando da sua Exposição Retrospectiva na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa-ESBAL

DO TEU ÁLBUM DE LEMBRANÇAS
DO TEU FICHEIRO DE IMAGENS
DO TEU SECRETO COFRE
                                 DE MEMÓRIAS
       DOURDIL,NERVOSA E
                         REFLECTIDAMENTE
QUEBRA O SILÊNCIO

TRAZES UMA MÃO CHEIA
DE LUZ SOMBRIA
      LARANJA PRATEADA
      DE RUMORES CORPOS
      SENSUAMENTE DECEPADOS
      (CORPOS SÓ ANCAS)
                      NUVENS DE
                      MADRUGADA
      PRESAS NO MOVIMENTO
                    ABANDONADO
      DOS BOTES DAS FRAGATAS
                             DAS TRAINEIRAS
       CORPOS DE SOL
       CORPOS DE SAL

A PINTURA DOS AVENTAIS
                      DAS BLUSAS
                      DAS SAIAS
                      DOS LENÇOS
                      DAS PEÚGAS
                                    DE ALGODÃO
DOS OLEADOS DAS CANASTRAS
DOS GRITOS
              DOS SEGREDOS
                            E DOS BEIJOS
DO NASCER DO CRESCER E DO MORRER

A ALFAMA ONDE MORAM
AS TUAS VARINAS
                  PEIXEIRAS
                           COMO TU DIZES
SÃO ELAS PRÓPRIAS
FEITAS DE BAIRRO
                     ALICERCE MOVENTE
ARQUITECTURA SEM PAREDES
PORTAS E JANELAS DE TERNURA.

AS TUAS SENHORAS NUAS
                 DE SENTIMENTOS
VESTIDAS DE HUMANIDADE
                    DE GESTOS
                    VERDADEIROS
                    AUTÊNTICOS
                    NATURAIS
                DE GESTOS-DE GESTOS
OS GESTOS DA TUA PINTURA
OS GRITOS MODULADOS DO
TEU DESENHO NO CÉU CLARO
FORTEMENTE ILUMINADO
                           DA BEIRA-RIO


                           DA BEIRA-TEJO
DO RIO Á BEIRA
DA RIBEIRA DE LISBOA.

      DEPOIS AS TUAS MÃOS
MÁGICAMENTE
       MÁGICA DE CIÊNCIA
       E DE SABER- DE- OFÍCIO
       DESDOBRAM O
                                 SORTILÉGIO
DO ACONTECER.
                             MÉTAFISICA DO QUOTIDIANO
BRAÇADAS DE TERNURA
                             ANÓNIMA
                             QUE RÁPIDAMENTE
                             ORGANIZAS
NO LINHO PREPARADO
NA PAREDE NA PÁGINA
                       QUE DESFOLHAS.

-OUTONO SALGADO
                    MORDIDO DE SOL
INVERNO ILUMINADO
                   PRIMAVERA
DE MÃOS E ROSTOS
                    DE PALAVRAS
DE SILÊNCIOS, DE BEIJOS
DE GRITOS SUFOCADOS
       DE HÉLICES
       DE REDES, DE GAIVOTAS
       DE PORTAS, DE REMOS

                              DE PEIXES

DE SOMBRAS FRATERNAS
                          NOS CORPOS QUE SE TOCAM
CONVIVÊNCIA INADIÁVEL
QUE DESLUMBRADO
         AGARRAS E REGISTAS
                            E  RESPONDES.

E RESPONDES,REPITO
NESSA SEGUNDA CASA
ONDE CONVIVES COM ESSA OUTRA FAMÍLIA
QUE TU AMAS TANTO
            COMO A PRIMEIRA
            QUE É A TUA MULHER E O TEU FILHO
ESSA OUTRA FAMÍLIA
        QUE É O CHIADO E A BRASILEIRA
                                                        AS LIVRARIAS
OS AMIGOS A RUA
                       DO ALECRIM,QUE DESCES
DESLUMBRADO A PENSAR
NO ENCONTRO FELIZ
INDIMENSIONAL ABSOLUTO
COM O TEU SOL O TEU RIO
RIO DE PEIXES E DE CORPOS

BRUMA SENSUALÍSSIMA
               DE PERFIS SEGREDADOS
               QUE RISCAS
                        ENERGICAMENTE
                NUMA CARÍCIA
                              MEMORIZADA
TERRIVELMENTE ÍNTIMA
DUMA DOLOROSA ALEGRIA
                                    ALEGRIA QUE CONSTRÓIS
                                                              PACIENTE
                                                              E EXALTADO
                                     RESPONDENDO
                                                                AO PORQUÊ?
                                                                AO PORQUÊ?
DA ÁRVORE GENEOLÓGICA DA VIDA

                       Lisboa, 12 de junho de 1975
                        Escultor prof. Lagoa Henriques


terça-feira, 9 de agosto de 2011

Pintores e Crítícos de Arte que conviveram com Luis Dourdil e participaram em jornais, revistas, catálogos e exposições.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Recordando o meu pai


O meu pai era um frequentador do Chiado, amava Lisboa e amava o Chiado! Teve um desgosto profundo quando aconteceu o incêndio. A minha mãe costumava dizer que o meu pai passava as férias no Chiado. Aí se realizaram as exposições  individuais que fez em vida, na Escola Superior de Belas Artes, Galeria Diário de Noticias e na Galeria Bertrand. Das tertúlias que o meu pai frequentava faziam parte, entre outros, João Hogan, Marcelino Vespeira, Sá Nogueira, Martins Correia, Gil Teixeira Lopes, Rogério Ribeiro, Artur Bual, Júlio Pomar, ....  Estes eram os do Chiado; da tertúlia dos Coruchéus faziam parte o Manuel Viana,Vitor Belém, José Cândido, Gracinda Candeias, Isabel Laginhas, Arlindo Vicente, João Vieira,  Manuela Pinheiro, Laranjeira Santos...
Luis Fernando: Defino o meu pai como um homem delicado, cortês, discreto, que tinha uma forma de estar na vida muito própria dele, enquanto pintor e enquanto intelectual. Era um autodidacta que estudou profundamente a pintura. Para além do dom inato que pudesse ter, estudou muito a figura humana, os cânones e os tratados acerca da mesma. Como homem e como pintor era extremamente rico. De repente parava na rua e debruçava-se para apanhar uma folha (seca, recordo-me que era dessas que gostava mais, pelas vibrações do colorido que poderiam ter) e dizia-me: "Olha, Luis, que bonita a associação de cores que a Natureza criou nesta folha". Era um homem que essencialmente se prendia à cor, embora tivesse o desenho como a matriz da pintura. Não se pode dizer que tenha pintado pouco; não pintou muito, o que é um pouco diferente. E, se sentia que lhe queriam comprar pintura como quem compra para investir, não vendia. Mas se o iam visitar e manifestavam gosto sincero pelos seus quadros, dizia: "Leve, tenho muito gosto!" ... O meu pai era um sentimental sóbrio e um excelente pai!

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

PINTURA PORTUGUESA SEC XX LUIS DOURDIL





"Nunca fui um paisagista. Parti sempre da forma real, mas só me interessei de facto pela figura humana. parece que apenas nela encontro a beleza e a tragédia ou as partes articuláveis de uma nova ordem, um dinamismo interno - a pintura antes de tudo."


Luís Dourdil 




É na adolescência que Dourdil inicia o seu trajecto plástico,sobretudo no desenho.




desenho.

O desenho foi a sua matriz ao longo da vida.

"O seu desenho tem uma leveza e,ao mesmo tempo uma força que marcam a personalidade do artista"
Raul Rego

Decoração Mural-Esgrafito no Foyer de Honra do Cinema Império em Lisboa

Trabalho executado em 1952 (48m2),actual Café Império em Lisboa

Vida e obra de Luis Dourdil

video

"Dourdil Imagem Poética" Prof.Rocha de Sousa

video

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Desenho

Nú-Crayon S/papel 81x61- 1959-colecção particular

A sua musa inspiradora

Olinda-Lápis s/Papel 70x50-1937

Auto -Retrato

Auto-Retrato Lápis s/Papel 70x50-1937

Pintura Mural/ Decoração do Café Império

Decoração do antigo Cinema Império-1955-Têmpera a gema de ovo( 3x16m)

Parte II - Pintura Mural Café Império

"Dourdil criou esta Obra Monumental cerca de 50m2 figurativa, pástica, cor harmoniosa, sóbria"...
Adriano de Gusmão

As Varinas da Lota de Lisboa de Luis Dourdil



"Varinas na lota" Óleo s/Tela Luís Dourdil colecção particular.
© All rights reserved
“São mulheres de uma elegância que me fez parar muitas vezes para admirá-las. No grupo em que estava, fotografámo-las e pusemos na nossa mesa de refeição, a bordo, os retratos”.
Albert Einstein.
Einstein na sua curta estadia em solo português 11 de Março de 1925.
“Vendedora de peixe fotografada com um cesto de peixe na cabeça, gesto orgulhoso, maroto”





Exposições Individuais / Exposições Colectivas




"Esta é a homenagem que Lisboa presta a Dourdil"...Dr.João Soares 2001

Foi na vivência quotidiana,que o pintor se inspirou para o retrato emocional dos habitantes da cidade.



Vera Dourdil neta do pintor

LUIS DOURDIL -EXPOSIÇÕES

LUIS DOURDIL EXPOSIÇÔES

Palácio Galveias

Abril de 2001

"Esta é a homenagem que Lisboa presta a Dourdil"...Dr.João Soares 2001

Palácio Galveias






A Pintora Gracinda Candeias e o filho do pintor na exposição em 2001

Luis Dourdil Exposição/Homenagem - Galeria de Arte do Casino Estoril

Exposições Individuais / Exposições Colectivas

PINTURA/ÓLEOS

Óleo s/tela - 1985-  115x95   s/título

AFRESCO/PINTURA MURAL- 1945 de LUIS DOURDIL

Mural de 25 m2 realizada no hall do Laboratório Sanitas e transporto para o Museu da Farmácia/ANF Lisboa


FRESCO/PINTURA MURAL- 1945 II

FRESCO/DECORAÇAO Laboratório Sanitas