segunda-feira, 25 de maio de 2015

HOMENAGEM AO PINTOR LUIS DOURDIL NO MUSEU DA FARMÁCIA EM LISBOA



Realizou-se, no dia 27/03/2015 pelas 16 horas, no Museu da Farmácia em Lisboa, uma palestra onde foram oradores o Prof. Vitor Serrão, Dr. Joaquim Caetano, Dr.João Neto e Arq.Fernando Seixas,designadamente.






No ano em que se assinalam 100 anos sobre o nascimento de Luís Dourdil, a Câmara Municipal de Lisboa e a família do pintor, em colaboração com a Sociedade Nacional de Belas Artes, o Museu da Farmácia, a Sociedade Geografia de Lisboa (estudos do património) e o Café Império, promovem um programa de actividades em torno da obra de um dos mais 
emblemáticos artistas portugueses do século XX.



O historiador e crítico de arte, catedrático da Faculdade de Letras,Professor Vitor Serrão, dissertou sobre a importância da pintura mural à qual se dá cada vez mais importância no mundo, dado a sua perenidade e desta forma ser um testemunho da cultura dos povos. 











As temáticas focadas foram diversas, no contexto do Centenário com a abordagem às pinturas murais (afrescos) de Luís Dourdil realizados em 1945, os quais integram, desde 1995, o valioso espólio do Museu da Farmácia




O Dr Joaquim Caetano historiador e conservador de arte da empresa Mural da História foi o responsável e orientador pelo "transplante" dos mesmos tendo elucidado os presentes dos meios e técnicas utilizados, aquando do levantamentos das paredes do laboratório Sanitas. 


segunda-feira, 30 de março de 2015

"DIÁLOGOS COM A CIÊNCIA " - LUIS DOURDIL MUSEU DA FARMÁCIA


Luís Dourdil paralelamente à sua carreira de pintor e desenhador exerceu durante muitos anos a profissão de designer gráfico nos Laboratórios Sanitas, em Lisboa.


Pintura mural afresco de
 25 m2 realizada por Luís Dourdil nos Laboratórios Sanitas em 1945 no hall da entrada do Laboratório SANITAS, na Av. D. Joao V. 
Após o encerramento foi transposto pela empresa Mural da História para o Museu da Farmácia.



A temática da Farmácia e da Saúde foi abordada na sua relação com a ciência, estabelecendo a importância de todo o trabalho de estudo laboratorial, feito na época e ilustrado nas pinturas murais de Dourdil.





A História da Medicina é contada não apenas por escritos, 
mas por artefactos de arte e pinturas de varias épocas.





Crayon s/ Papel " VARINAS"  de Luis Dourdil




"Ò freguesa, é fresquinha a a minha sardinha".
" Carapau lindo, pescada fina!"
A voz da varina entoava pelas ruas de Lisboa anunciando o peixe do dia. Os seus pregões remontam ao final do século XIX, quando as mulheres vindas da região de Ovar (Aveiro) chegaram à capital, instalando-se sobretudo na zona da Madragoa e trabalhando, com os maridos, em tarefas várias ligadas à pesca e à lota. Com as suas roupas coloridas, o seu jeito desbragado, os pés descalços, as canastras equilibradas na cabeça, o corpo num gingar único, rapidamente a varina se tornou uma das figuras típicas de Lisboa.





Lisboa, Museu da Cidade de Lisboa - Campo Grande, 245
31-01 a 24-05. Terça a domingo das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00 No Pavilhão Preto. 
Grátis
A história da varina, vendedora de peixe e símbolo da cidade de Lisboa, através da obra de artistas plásticos e fotógrafos.
Primeiro eram chamadas de ovarinas, porque vinham de Ovar, Murtosa e outros locais perto de Aveiro. Depois, tornaram-se varinas e, vestidas a rigor e com pregões a condizer, ficaram para sempre associadas à capital. A selecção de obras apresentada no Pavilhão Preto do Museu da Cidade de Lisboa mostra que são também fonte de inspiração para autores como João Abel Manta, Luís Dourdil Alice Jorge, Stuart Carvalhais ou Jorge Barradas.

" Formas de olhar e ver o artista" Tertúlia - 26/02/2015




Tertúlia animada com as presenças das seguintes pessoas: Actor Hélder Gamboa e sua mulher a Actriz Ângela Pinto, o Arquitecto Fernando Pinto, a Dra Teresa Bispo, o Dr. João Neto, a Dra Arlete Brito, a Dra Luisa Santos, o Arq. Pedro Inácio, o Dr. Luis Fernando Dourdil, filho do pintor e a mulher Antonieta Figueiredo autora do blog e a Prof Ana Branca que foi a autora das fotografias.









" FORMAS DE OLHAR E VER O ARTISTA"

" Formas de olhar e ver o artista"

 Tertúlia - 26/02/2015 

Contou com presença de várias

 personalidades ligadas ao mundo da

 arte designadamente pintores, professores e

historiadores.








Dra Arlete da Galeria 111


Os convidados de honra explanaram a vida e a

 obra do pintor, recordando casos vivenciados

 com

 Dourdil 


Dr João Neto Director do Museu da Farmácia








Arquitecto Pedro Oliveira Inácio, director do Museu da Água

Prof. Eurico Gonçalves e a sua mulher a Dra Dalila D'Alte

"BELEZA E TRAGÉDIA EM LUIS DOURDIL"

Inauguração da Exposição 
" Beleza e Tragédia em Luís Dourdil" 
S.N.B.A. 
  12 de Fevereiro de 2015 e patente ao publico até dia 13 de Março de 2015.
Luís Dourdil foi um dos mais importantes pintores portugueses dos últimos cinquenta anos. Distinguiu-se por uma indubitável e qualificada modernidade.


No ano em que se celebra o centenário do seu nascimento justifica-se que o seu nome e a sua extraordinária obra sejam lembrados.













TERTÚLIA À CONVERSA NO CAFÉ - INTIMIDADES PLÁSTICAS

 Realizou-se no dia 12 de Fevereiro, no Café Império em Lisboa, uma Tertúlia no âmbito do Centenário do pintor Luís Dourdil com o tema 
"Intimidades Plásticas" e que contou com presença de várias personalidades ligadas ao mundo da arte, designadamente pintores, professores e historiadores.

Dr. José Brito artista plástico homenageando Luís Dourdil

"Intimidades Plásticas"
 A Senhora Doutora Cristina de Azevedo. professora da Faculdade de Belas-Artes de Lisboa e crítica de Arte, filha do grande artista e também crítico de Arte, Fernando de Azevedo discursou sobre a obra de Luis Dourdil salientando a grande versatilidade do artista no desenho, na pintura a óleo e na pintura mural que vindo dos anos 30 se destacou na historia da arte portuguesa e é uma excepcional presença no contexto português.



Dr João Seixas coleccionador da obra do pintor, filho do grande industrial  Fernando Carvalho Seixas que foi, em vida, administrador do Laboratório Sanitas e um dos proprietários doCinema e Café Império. 
Dr. Luis Fernando Dourdil, filho do pintor, num retrato intimista ou memórias de um filho.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

LUIS DOURDIL EXPO.DIA 12 DE FEV. SNBA 18H - DIA 13 DE MAR. DE 2015

Sociedade Nacional de Belas Artes.
Exposição Individual no âmbito das comemorações do Centenário do Nascimento do Pintor Luís Dourdil .
"Beleza e tragédia em Luís Dourdil", aborda a obra do artista sob o ângulo da produção plástica, com especial enfoque para obras que, de alguma maneira, mais se identificam com a componente ensino/aprendizagem.
Nesta mostra pode também valorizar-se o percurso do pintor no momento em que se distancia da aspereza do expressionismo e se coloca no quadro da memória entre cantos e desencantos.
Ainda no âmbito das comemorações, e até 8 de Novembro deste ano, vai ser ainda possível visitar as exposições,
"Diálogos a Carvão", patente no Café Império até 
final de Agosto, Arte e Ciência em Luís Dourdil, a inaugurar em Março no Museu da Farmácia, e "Sem Anos de Dourdil", a abrir as portas em Julho nos Paços do Concelho.
http://www.agendalx.pt/e…/beleza-e-tragedia-em-luis-dourdil…


LUIS DOURDIL VISTO POR RUI MÁRIO GONÇALVES





"Na pintura, um dos elementos fundamentais é a cor A relação formal entre as massas coloridas presentes em uma obra constitui sua estrutura básica, guiando o olhar do espectador e propondo-lhe sensações de calor, frio, profundidade, sombra, entre outros. Estas relações estão implícitas na maior parte das obras de ‪LuisDourdil.

"(...)Nos seus quadros ricos de transparência,sente-se uma passagem perfeita dos primeiros aos últimos planos, e atinge-se o acordo entre a figura humana e a envolvência atmosférica numa harmonia tão íntima num equilíbrio tão justo,que deixa de ser necessário o contorno que individualiza a figura,para que seja amortecido o rigor do contacto entre o sólido e o fluído.
Começou a mostrar as suas pinturas ao tempo em que Frederico George e Maria Keil o faziam também.Mas os seus primeiros camaradas deixaram há muito de aparecer só Dourdil continua.
Por isso,muitas vezes tenho pensado que no plano estético, ele é o único sobrevivente da sua geração".
RUI MÁRIO GONÇALVES Fundão,9 de Dezembro de 1962